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22/02/2015

Barreiras - 4: O Social – Aceitação plena

O Social – Aceitação plena

Para que a nossa caminhada esteja completa, para que a nossa viajem tenha sucesso falta ultrapassar uma ultima barreira, a Barreira do Social.

O ser humano é por tradição um ser social, vivendo em sociedade, em família, em parceria.

Passadas as etapas anteriores onde se aceitou o Eu, o Corpo, o estar Nu em Natureza, com a Natureza ao Natural, é tempo para o passo seguinte, é tempo de superar a ultima barreira:

A socialização ao Natural.

Depois das três barreiras anteriores, parece fácil, se eu já me aceitei, se eu já me despi e aceitei o meu corpo, se eu já aceitei e já consegui comungar ao natural com a natureza, com o universo e já consigo estar em espaços onde estão presentes outros seres ao natural, então confraternizar, partilhar e socializar com eles será um passo naturalmente fácil.

É natural que seja o passo seguinte porque como foi dito para o ser humano faz parte da sua genética estar em grupo, em sociedade, em família, com amigos , com conhecidos ou mesmo com estranhos acabados de conhecer, que connosco partilham os mesmo ideais.

Mas esta ultima barreira que parece tão fácil e acessível, levanta ainda mais barreiras, mais medos, muitas ideias, pensamentos e indecisões.

Um mar de perguntas surge à nossa frente:
Como se vai comportar o meu corpo?
Como se vai comportar o meu olhar?
Como é que eu me devo comportar?
O que devo ou posso dizer ou fazer ?
Como devo estar?
Como deve cumprimentar?
Etc.

Até aqui fui caminhado sozinho, ou eventualmente acompanhado, dentro do meu espaço, do mundo, foi realizando a minha caminhada interior, individual, controlei os acontecimentos, a velocidade, o momento, o espaço e o tempo. Cresci ao meu ritmo ao meu jeito.

Agora será diferente, a interacção com os outros é dinâmica, o controlo não é exclusivamente meu, mas sim de todos os presentes.

Foi para este momento que caminhei, que me preparei, é este o momento que quero viver e vivenciar, no limite tenho o poder de recuar, de voltar à etapa anterior, de me proteger.

Tenho o meu “botão de pânico” que me permite sair, fugir, recuar, voltar á minha zona de conforto onde tudo conheço e tudo controlo.

Mas… ao retroceder, ao recolher à minha zona de conforto, não ultrapassei a ultima barreira, aquela que estava já ali, aquela que era o meu objectivo e para a qual tanto trabalhei, procurei antes refugiu no meu Eu individual.

Não… não é este o meu caminho, não é este o meu desejo nem a minha vontade, respiro fundo, ou em frente, enfrento a barreira e sei que vou conseguir.

Já agora, onde e como o vou fazer, qual o espaço ideal, o lugar certo e adequado?

Parece que as duvidas não têm fim, surjam umas atrás das outras, tantas perguntas, tantas incertezas, tantas respostas.

Qual o melhor local? na praia? No campo? Num parque naturista?
E com quem? Em família? Com amigos? Numa actividade associativa? Indoor? Outdoor?

Com tantas perguntas, com tantas respostas, no meio de tantas possibilidades e incertezas, estamos perante a barreira que aparente ser a mais a mais complexa e a mais complicada.

Páro para respirar e afinal… o melhor local é único para cada um de nós, é o local, o tempo e as pessoas onde e com quem em me sinto mais confortável para com elas e com a sua ajuda e apoio, e no limite comigo mesmo, onde Eu escolho dar o passo, no momento em que Eu escolho dar o passo.

No meu momento, no meu tempo e no local por mim escolhido Eu ultrapasso a barreira de me socializar, Eu trono-me um Naturista na sua plenitude e apenas e tão só tenho de ser eu próprio, eu mesmo, assim tão simples e tão fácil.

Apenas tenho de respeitar o próximo, a filosofia naturista, ter os comportamentos adequados e socialmente aceites no meio Naturista.

Tudo se resume ao Eu estar confortável comigo mesmo, com os outros, agindo naturalmente até atingir o pleno, até me esquecer que estou nu, despido, sem roupas.

Naquele momento a minha “roupa” é o meu corpo, naquele momento não me sinto despido, nu, mas sim “vestido” com o meu Eu, com o meu Corpo, eu e todos os outros que me rodeiam vestimos o mesmo traje, a mesma moda e o mesmo estar.

Todos os presentes com a sua “roupa” única e só sua, mas todos em socialização ao natural, confortáveis consigo próprios, plenos com todos os que os rodeiam, saboreando os elementos da natureza e o interior de cada um de nós.

Chegado aqui estamos prontos, preparados para viver o naturismo em plenitude, o difícil agora passa a ser o não viver em naturismo, o usar roupa, etc.

Cheguei,
                Ultrapassei as barreiras,    
                                                     Vivo plenamente bem comigo mesmo.

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21/02/2015

Barreiras - 3: O Publico – Aceitação natural

O Publico – Aceitação natural

Agora que aceito o meu Eu e o meu Corpo, estou pronto para seguir novamente na caminhada, estou pronto para vivenciar a natureza de forma natural, estou pronto para que a natureza e eu sejamos um só.

Seja na praia ou no campo, no sentir a terra, a agua, no o ar e o fogo em simultâneo, sinto-me em casa, sinto-me em comunhão com a natureza , com o universo.

Passei de um Ser individual e individualista, para algo muito maior que faz parte de um todo, sinto-me pleno e um só com o universo.

Cada ponto do meu corpo está em comunhão com a natureza, cada espaço do meu Eu está em comunhão com o universo, com a plenitude.

Só quem se atreve a experimentar a vivenciar é que pode perceber esta sensação, esta forma de estar e de sentir.

Não se pode traduzir em palavras, estas nada significam, apenas com o sentir em pleno, com a vivência da experiencia, com a entrega à natureza podemos aspirar a este sentimento de plenitude.

Sentir uma experiencia única, indescritível, diferente para cada um de nós, valorizada de forma diferente e única, sentir algo que não se descreve, sente-se apenas, vive-se, não se conta, é nosso e só nosso.

Sente-se a plenitude do momento, naquele momento, naquele lugar, ali, onde estamos no espaço e no tempo, único e indivisível, magico, sublime.

E tu… Experimenta, atreve-te, vive, sente e embarca nesta viagem ao centro do Universo, ao centro de ti mesmo, ao todo, ao teu Eu, navega no oceano da plenitude partindo à descoberta de ti próprio e de tudo o que te rodeia, mas que está simultaneamente longe do teu olhar.

Estás nú, despido, perante ti próprio e perante o mundo, estás pleno, não importa o que vês ou o que mostras, apenas o que sentes.

Estás pronto para nova viagem, para nova barreira.


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20/02/2015

Barreiras - 2: O Corpo - Aceitação exterior

O Corpo - Aceitação exterior

À medida que nos descobrimos e aceitamos o nosso corpo surge como como uma extensão natural do nosso Ser.

O Corpo que nos acompanha desde o nascimento, evolui e transforma-se ao longo dos tempos mantendo-se inalterada a opressão sobre o mesmo ditada pela sociedade, pela religião, pela família, pelos média e pela moda.

A religião com o pecado, a sociedade com o decoro, a moda com as imagens perfeitas e irreais , o estado com normas, as leis e a formatação imposta pela via do ensino, constituem todas elas um conjunto alargado e elevado de barreiras à aceitação individual do Corpo.

Após a passagem da barreira do EU, através da aceitação do que somos e como o somos, ficamos prontos para esta etapa mais difícil, longa e dolorosa.

Até aqui fizemos um caminho interior, só nosso e ao qual apenas acederam os mais próximos ou mais íntimos. A partir daqui precisamos de espaço, inicialmente podemos faze-lo dentro da nossa privacidade, no nosso quarto, na nossa casa e em privado.

Partindo da aceitação do EU iniciamos o caminho em direcção à aceitação do Corpo ganhando determinação e força para superar esta barreira.

Se me aceito por dentro não faz sentido não me aceitar por fora.

O meu Corpo é o meu Corpo, é único e é só meu, é a “roupa”, o “fato”, o traje que a natureza me deu e que moldei ao longo da vida na minha caminhada, com a minha prática desportiva, com a minha alimentação e com o meu trabalho.

Independente do que fiz e como fiz, deu muito trabalho a esculpi-lo, é fruto do que sou, do que fui e do que serei, acumula a minha vida ao longo dela.

Cada cabelo branco ou desaparecido, cada cicatriz, cada ruga, cada prega, cada ponto do meu corpo tem uma história, uma vivência, tem o resultado da minha vida e do meu Ser.

Aceitar o meu Corpo é aceitar o meu Eu, o meu passado e o meu futuro, é aceitar a possibilidade de o manter, de nada fazer, mas também é aceitar a possibilidade de através da pratica desportiva, da alimentação, a da meditação, do exercício e porque não da ciência de o mudar, de o trabalhar, no entanto faça o que faça ou aceite o que fiz, é e será o meu Corpo.

Olhar e aceitar, ver ao espelho e reconhecer, respeitar, entender que parte de mim mesmo, que é único e só meu, é concluir a jornada e ficar pronto para o passo seguinte.

Nesse momento aceito-me plenamente e ultrapasso a barreira do meu Corpo, passo a ser um Ser de corpo e alma, único e indivisível.

Descubro o conforto de andar despido, descubro a minha liberdade individual no meu estado mais puro.

Eu sou Eu, o meu Corpo é o meu Corpo, somos um só, o que me fizerem desde que nasci, perdeu peso, perdeu importância, relativizou-se, não importa mais.

Chegado aqui estou pronto para o mundo, pronto para o próximo passo, pronto para ultrapassar uma nova barreira.


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19/02/2015

Barreiras - 1: O Eu – Aceitação interior

O Eu – Aceitação interior

Nascemos Naturistas vindos de um meio ambiente auto-suficiente, pleno e repleto de bem estar e conforto.

Não possuímos nada mas temos tudo o que precisamos.

Chegamos leves por dentro e por fora, sem tabus, sem preconceitos, plenos de aceitação corporal e sem roupas.

De imediato a sociedade, a família e o meio envolvente iniciam o nosso processo de transformação criando à nossa volta e dentro de nós barreiras atrás de barreiras, a moral, o social, o preconceito, a hipocrisia, a posse, etc.

Crescemos e vivemos a coleccionar roupa, tabus, barreiras familiares, sociais e profissionais.

Somos desde tenra idade e de forma continuada balizados, repreendidos e formatados através da família, da escola, da sociedade, do estado, dos média, etc.

Quando nascemos não escolhemos nenhuma destas entidades, viemos ao mundo no meio delas, fomos pela família nelas colocados e finalmente condicionados pelo nosso percurso anterior.

No entanto a partir de dado momento podemos escolher alternativas, novos caminhos e novos horizontes, sejam eles interiores ou exteriores.

A adesão interior ao Naturismo é um destes caminhos que podemos e devemos escolher, é um trabalho mais ou menos longo, diferente de pessoa para pessoa.

É uma caminhada a solo ou em grupo na qual aos poucos vamos tomando consciência do que somos, do que nos trouxe até este momento, de tudo o que incorporamos desde o nosso nascimento até ao presente.

O momento em si não escolhe idades ou lugares, acontece simplesmente, chega sem avisar e põe em causa muito do que nos incutiram ao longo da vida, questiona-nos, coloca-nos duvidas e abana o nosso EU.

Ao descobrimos um caminho e uma forma de estar na vida, mais leve, com menos obstáculos e que nos permite Ser e Estar mais perto de nós próprios e da própria natureza, conduzindo a um estado em que o passado e as condicionantes que nos impuseram perdem importância e relevo na nossa vida, tornando-nos mais vivos e mais despertos para o que nos rodeia, permitindo que possamos ver e apreciar a natureza, que a possamos sentir, que a possamos vivenciar e apreciar.

Chegados aqui acabamos de ultrapassar a 1ª barreira, passamos a aceitar o nosso Eu, o nosso interior adquire relevo, permitindo desta forma descobrir e realizar a existência de uma dimensão mais plena, ganhamos assim asas para novos voos permitindo a continuação da nossa caminhada em direcção às próximas barreiras.


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23/09/2014

O Naturismo e as palavras

Naturistas em debate sobre a censura nas redes sociais.
O Naturismo e as palavras

Para além da prática do naturismo no dia a dia e da componente da socialização a nu,  muitos naturistas no mundo inteiro trabalham e dedicam-se a contribuir para a componente teórica do naturismo.

Através de livros,  escritos dispersos,  artigos de opinião na comunicação e em redes sociais ou mesmo através de debates,  conferências e conversas de circunstância.

Todos os meios são válidos para o debate e partilha de ideias sobre o naturismo.

No entanto sendo o naturismo uma filosofia de vida praticada por 60 milhões de pessoas em todo o mundo, é fácil de compreender e é compreensível que existam várias formas e correntes dentro do naturismo.

E é nesta diferenciação que está uma das maiores riquezas do naturismo permitindo debates acalorados e filosóficos facilitando e abrindo caminho para as novas tendências e para a alteração do peso das várias correntes em cada período da actualidade.

Mas é aqui também que pseudo naturistas fazem uma gincana oratória e escrita sem respeito e tolerância pelos demais,  utilizando a deturpação de conceitos e definições em conjunto com o ataque pessoal e institucional,  gritando mais alto para se sentirem ouvidos,  parafraseando autores e escritos de outros a seu belo prazer de forma a justificar a sua argumentação pessoal.

Esta é uma forma que nada têm a ver com o naturismo e apenas se serve dele para alimentar egos pessoais e objectivos estratégicos escondidos.

Sob a capa de verdadeiros e quase únicos naturistas apresentam-se como iluminados seres da filosofia naturista e detentores de todo o seu saber.

Nada mais errado,  o naturismo vive dentro de cada um de nós de forma única,  a filosofia naturista e a prática dos seus conceitos estão em permanente mudança para acompanhar o mundo na sua permanente transformação.

Ninguém detém todo o saber e muito menos a sua propriedade.

Mas pessoas que se servem do naturismo e dos ataques pessoais e institucionais poderão ser considerados naturistas?

Pessoas que usam conceitos e ataques para alimentar o seu ego e os seus objectivos escondidos,  poderão ser considerados naturistas?

Onde estão nestes casos a tolerância,  o respeito pelos outros e o despir interior livre de egos e máscaras,  onde está o contributo comunitário e desinteressado em prol do movimento?

Existirá naturismo dentro daqueles onde se sobrepõem os interesses comerciais e pessoais?

Pessoalmente acredito que não,  estar nu sem estar interiormente despido não deverá ser a melhor forma de integração e prática naturista.

Agradeço os vossos comentários para debate e troca de ideias sobre este tema.

Artigo publicado no fórum JPN, e republicado no blog da FPN por Paulo Garcia
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01/12/2013

Os Jovens e o naturismo: mais ou menos adeptos

Uma entrevista numa praia de naturistas e 'têxteis', conclui um facto impressionante: 

é cada vez mais raro ver jovens entre os nudistas,

Pelo menos nos locais de entrevistas a maioria dos praticantes são de meia-idade.

Alguns jovens não se sentem confortáveis ​​em estar nu ou em confessar a sua pratica. 

Para alguns nudistas o problema deve-se à invasão dos  têxteis ou a uma maior vergonha nessa faixa etária.

Alguns também pensam que o topless é praticado cada vez menos nas praias e existe agora mais pudor ou vergonha do que dantes.

E tu ? qual a tua opinião? Os jovens praticam menos ou mais o naturistas nos dias de hoje? Quais os motivos?

E sobre a realidade portuguesa qual a tua opinião?

Deixa-nos o teu comentário.


Tradução livre do artigo originalmente publicado aqui.

Vê o video da reportagem aqui

17/09/2013

Projecto de investigação

De seguida publicamos um email que recebemos via uma Companheira sobre um estudo com o seguinte objectivo:

Aumentar a compreensão de como aspectos específicos da imagem corporal se relacionam com a saúde sexual.

À partida o tema nada tem a ver com o naturismo no entanto uma parte do questionário prende-se com:

  • Sobre a forma como vimos e aceitamos o nosso corpo (a nossa imagem corporal);
  • Sobre a forma como pensamos que o nosso corpo pode interferir na vida profissional, social e pessoal;
  • Sobre a forma como pensamos que os outros nos vêem e seu impacto em nós. 
Será que vamos ser surpreendidos com as nossas respostas ?

Lê o email e participa:

06/09/2013

Women in Naturism

photo credit
If that picture shows your idea of what it's like to be a woman nudist, you're both right and wrong! Though that was 75 years ago, people still do play volleyball at nudist venues, and many of them are pretty good looking too! On the other hand, most nudist women wouldn't be any more likely to be featured as cheesecake on a magazine cover any more than most Textiles would. 

Nudists/naturists are just ordinary people and come in all sizes and shapes! Women, especially, being generally more sensitive to their appearance than men (thanks to a bunch of social reasons) tend to be reluctant to bare it all in front of strangers. Poor body image, the scourge of women, simply has no place in social nudism.

In fact, the easy shedding of those fears and concerns about one's body is one of the main reasons women become such enthusiastic fans of naturism! Though hard to believe, most women find it amazingly simple to adjust to social nudity; that's because for perhaps the first time in their lives they are in an environment where beauty and shape are not the basis of how others see them. 

There are masses of articles on this subject and we offer some of them here. In most, you will find a similarity as to how nudism not only offers a weekend respite from body image concerns, but carries over into daily life as well. 

As we learn to accept and appreciate ourselves as we are, we're less vulnerable to outside influences working to convince us otherwise!

Originally published

 Link


Naked Conversations with Nude Women (2012, 10 minutes, The Netherlands) from Lundoxia on Vimeo.

27/08/2013

A mulher no naturismo

photo credit
Se esta imagem mostra a sua ideia de como é ser uma mulher nudista, você está em parte certo e em parte errado! Apesar do que eram há 75 anos atrás, as pessoas ainda jogam vôlei em locais de nudismo, e muitas delas tem uma boa imagem! Por outro lado, a maioria das mulheres nudistas provavelmente não seriam mais caracterizadas do que a maioria das mulheres têxteis seria.


Nudistas ou naturistas são apenas pessoas comuns em todos os tamanhos e formas! As mulheres, especialmente, sendo geralmente mais sensíveis à sua aparência física do que os homens (graças a um monte de razões sociais, culturais e em especial de marketing publicitário) tendem a ser relutantes em se descobrir totalmente na frente de estranhos. 

A má imagem corporal, o flagelo das mulheres, simplesmente não tem lugar no nudismo social.

Na verdade, a aceitação do corpo e deixar de lado os medos e preocupações sobre o próprio corpo é uma das principais razões para que as mulheres se tornem fãs entusiasmadas do naturismo! Embora difícil de acreditar, a maioria das mulheres acham que é incrivelmente simples de se ajustar à nudez social. 
Porque, talvez pela primeira vez nas suas vidas elas estão num ambiente onde a beleza e a forma, a aparência e o que os outros possam delas, não são a base de como os outros o vêem.

Existem muitos artigos sobre este assunto e nós vamos publicar e traduzir alguns deles. No máximo, você vai encontrar uma semelhança quanto à forma como o nudismo não só oferece um refúgio de fim de semana para as preocupações com a imagem corporal, mas também as transportam para a vida diária.

À medida que aprendemos a nos aceitar e a valorizar-nos como somos, ficamos menos vulneráveis ​​a influências externas que trabalham para nos convencer do contrário!

Ficamos mais fortes e mais livres para viver a nossa vida.

Tradução livre do artigo originalmente publicado aqui.

 Link
Conversas a nu com mulheres nuas (2012, 10 minutos, Países Baixos) de Lundoxia no Vimeo.
Naked Conversations with Nude Women (2012, 10 minutes, The Netherlands) from Lundoxia on Vimeo.

11/08/2013

Dificuldades Nudistas

Para muitos de nós o acesso ao naturismo torna-se complicado devido a uma série de factores.

Este video mostra como a distancia, dinheiro e outros aspectos socialmente relevantes podem condicionar a pratica do naturismo.

Segue uma pequena transcrição aproximada de algumas das dificuldades faladas no vídeo.
Archaeseik diz: Não se passaram dois anos desde a última vez que estive a nu.
Pode ser difícil porque você tem que lidar com questões de dinheiro, que pode custar até US $ 100 por dia apenas na taxa de entrada.
Em seguida, vem extras como gasolina, comida e outros. 
Outra questão é a distância - pode haver uma grande distância para lugares de pratica naturista.
Há uma quantidade limitada de pessoas na minha área da minha idade que são nudistas, e aqueles que o são tirando o naturismo não temos muito em comum. Não faz qualquer sentido ir para outra casa com pessoas só para ficar nu, se não há nada em comum além da nudez. 
Você não pode simplesmente dizer a algumas pessoas aleatoriamente  hey, você quer ficar nua! Eu acho que muitos vão achar estranho e assustador.

Assista ao video para obter a história completa.

Qual é a sua opinião sobre os problemas apresentados?

Se tiver outros problemas não mencionados enriqueça a discussão com a sua partilha.

Tradução livre, originalmente publicado aqui.


English


Nudist Difficulties por Archaeseik

28/07/2013

We sleep Naked

The benefits
Comfort and health


Not only is sleeping naked more comfortable, but it's good for your health too. Increasing your level of comfort makes it easier for you to relax and sleep, so you get a better night's kip. The resulting deeper, longer sleep makes it easier for your body to regenerate and repair itself, and build up your energy for the day ahead.


11/07/2013

Cuidados com a nossa "roupa"

A nossa pele merece todo o nosso cuidado, é pessoal, intransmissível  é a nossa roupa para as nossas actividades nudo naturistas, e .... nós adoramos dar-lhe uso. Por isso no Verão todos os cuidados e todas as dicas são bem vindas para manter-mos em perfeitas condições a nossa roupa natural.

 

28/06/2013

A Beautiful Body Project

Esta foi a imagem postada por Jade e que conquistou a solidariedade de milhares à volta do mundo. Fotos: DR/Jade Beall

Mães mostram o seu corpo para livro inspirador
Chama-se A Beautiful Body Project e será lançado em Janeiro de 2014

Mães de todas as idades, etnias e personalidades estão a mostrar o seu corpo para o projecto de Jade Beall, uma norte-americana que ao fotografar a sua barriga de grávida despoletou uma legião de fãs cheias de histórias para contar.

“Eu já tinha postado fotos do meu corpo pós-parto para mostrar ao mundo o que sentia, depois do meu filho Sequoia ter vindo ao mundo. Apercebi-me, então, que havia centenas de milhares de mulheres que também queriam compartilhar as suas histórias de vida sobre os seus corpos! Os emails começaram a inundar e eu senti que tinha que construir esse projecto  que era a minha vocação”, revela Jade.

O livro já tem nome, chama-se A Beautiful Body Project e trata-se de “um movimento de mulheres que se reúnem para contar as suas histórias e celebrar os seus corpos em constante mudança, para que as futuras gerações de mulheres podem viver livres de sofrimento”. “Já ouvi centenas de histórias. Anorexia, bulimia infantil, mulheres sem auto-estima  enfim, do luto pela perda ao abuso sexual, vícios de adolescentes e jovens dependentes, cancro de mama após o nascimento de uma gravidez há muito aguardada, a perda de um bebé no momento do nascimento… “, tudo revelações que Jade vai partilhar no seu livro contado na primeira pessoa.

Este será o primeiro volume de uma série de livros que a norte americana vai lançar: “A minha intenção é que este livro seja para continuar com outros volumes que falem sobre como as mulheres enfrentam o envelhecimento, como lidam com o cancro”, sempre histórias contadas através de fotografias e depoimentos.


Muitas famílias aderiram, mas o projeto é de mãe para mãe e contado na primeira pessoa. Fotos: DR/Jade Beall


15/07/2012

O Naturismo nos média

Foto: Correio da Manha
Na revista de Domingo do Correio da manha o Naturismo vem destacado com tema de capa, o artigo com oito paginas contou com a participação da Federação Portuguesa de Naturismo, Clube Naturismo do Algarve e Clube Naturista do Centro e foram entrevistados vários nudo naturistas.

A foto na capa e a entrevista ao CNC e FPN foram realizadas no encontro do Clube na Praia da Adiça a 7 de Julho de 2012 em conjunto com respostas enviadas por escrito através de email.

Apesar de algumas incorrecções no texto em relação ao que terá sido dito, é um importante contributo para o naturismo em Portugal, para a sua divulgação e promoção dada a enorme tiragem desta publicação e o alcance de leitores da ,mesma ao longo do tempo.


A publicação no Facebook pelas instituições naturistas e respectiva divulgação irá permitir uma promoção e divulgação do Naturismo muito acentuada.

Em breve iremos aqui apresentar as incorrecções e respectivas correcções pelo que contamos contigo para nos ajudares na identificação e correcção.

Pode ver a reportagem completa aqui.
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23/05/2012

AS REDES SOCIAIS MOSTRAM-ME O NATURISMO


Elas estão em todos os lados, não conseguimos fugir delas, muitos gostam, outros detestam, mas quase todas as pessoas que navegam na web fazem parte de uma, por vezes até sem quererem. São elas as redes sociais.

Hoje em dia, quando se fala em redes sociais, automaticamente pensamos logo no Facebook, isto pelo seu enorme sucesso, mas muitas vezes nem pensamos nas restantes redes sociais existentes na Internet que por vezes nem nos apercebemos que as estamos a utilizar.

Apesar  de serem poucas as entidades “genuínas” que realmente divulgam o que é o naturismo (sem mensagens subliminares ou fotografias top models a pousarem sem roupa) através das redes sociais, os poucos que existem têm bastante informação para ser recolhida pelos interessados, e eu fui um dos interessados.

Quando comecei a pesquisar informações relativas ao naturismo em Portugal deparei-me com conteúdos bastante vagos e muitas vezes incorretos. Na altura, o Facebook não tinha a informação que hoje em dia tem, por isso tive que pesquisar “um bocadinho” mais, quando certo dia encontro essa “grande” rede social de naturistas portugueses, o fórum online (sim, um fórum é uma rede social) dos Jovens Pelo Naturismo (o núcleo jovem da Federação Portuguesa de Naturismo).

Para meu agrado, a informação já era mais detalhada, como testemunhos reais e acima de tudo, tinha no fórum as respostas para quase todas as minhas dúvidas, como na altura era apenas um curioso sobre o naturismo, acreditem, que as dúvidas eram mais que muitas.
Fiquei a saber o que era realmente o naturismo, todos os mitos existentes na minha cabeça em relação ao estilo de vida naturista desapareceram e fiquei com a certeza daquilo que queria fazer, experimentar o naturismo e desde o primeiro dia que o fiz (hei de escrever sobre esse dia numa próxima vez) que não voltei mais atrás.

Como é óbvio, a experimentação só pôde ser feita fora do computador e fora de casa. Mas para isso, no meu caso pessoal, foi preciso ter alguma informação prévia para depois realmente experimentar, essa informação só foi possível obter através da Internet. Como eu, possivelmente existem muitos outros que querem experimentar o naturismo mas só têm possibilidade de obter informação como eu tive. Por isso acho que hoje em dia e mais do que nunca, devemos criar conteúdo do mais diverso tipo para publicar-mos e partilhar-mos nas redes sociais, só assim podemos criar um maior fluxo de informação e possivelmente trazer novos praticantes do naturismo.

Digo com toda a convicção que tornei-me praticante do naturismo graças às redes sociais (fóruns, blogues, Facebook etc..) e questiono-me se o seria se elas não existissem. Por esta razão, penso que cada vez mais devemos reconhecer a importância das redes sociais no naturismo português, pois elas podem ser uma ótima ferramenta na sua divulgação.

David Godefroy
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29/04/2012

Barreiras - 4: O Social – Aceitação plena

O Social – Aceitação plena

Para que a nossa caminhada esteja completa, para que a nossa viajem tenha sucesso falta ultrapassar uma ultima barreira, a Barreira do Social.

O ser humano é por tradição um ser social, vivendo em sociedade, em família, em parceria.

Passadas as etapas anteriores onde se aceitou o Eu, o Corpo, o estar Nu em Natureza, com a Natureza ao Natural, é tempo para o passo seguinte, é tempo de superar a ultima barreira:

A socialização ao Natural.

Depois das três barreiras anteriores, parece fácil, se eu já me aceitei, se eu já me despi e aceitei o meu corpo, se eu já aceitei e já consegui comungar ao natural com a natureza, com o universo e já consigo estar em espaços onde estão presentes outros seres ao natural, então confraternizar, partilhar e socializar com eles será um passo naturalmente fácil.

É natural que seja o passo seguinte porque como foi dito para o ser humano faz parte da sua genética estar em grupo, em sociedade, em família, com amigos , com conhecidos ou mesmo com estranhos acabados de conhecer, que connosco partilham os mesmo ideais.

Mas esta ultima barreira que parece tão fácil e acessível, levanta ainda mais barreiras, mais medos, muitas ideias, pensamentos e indecisões.

Um mar de perguntas surge à nossa frente:
Como se vai comportar o meu corpo?
Como se vai comportar o meu olhar?
Como é que eu me devo comportar?
O que devo ou posso dizer ou fazer ?
Como devo estar?
Como deve cumprimentar?
Etc.

Até aqui fui caminhado sozinho, ou eventualmente acompanhado, dentro do meu espaço, do mundo, foi realizando a minha caminhada interior, individual, controlei os acontecimentos, a velocidade, o momento, o espaço e o tempo. Cresci ao meu ritmo ao meu jeito.

Agora será diferente, a interacção com os outros é dinâmica, o controlo não é exclusivamente meu, mas sim de todos os presentes.

Foi para este momento que caminhei, que me preparei, é este o momento que quero viver e vivenciar, no limite tenho o poder de recuar, de voltar à etapa anterior, de me proteger.

Tenho o meu “botão de pânico” que me permite sair, fugir, recuar, voltar á minha zona de conforto onde tudo conheço e tudo controlo.

Mas… ao retroceder, ao recolher à minha zona de conforto, não ultrapassei a ultima barreira, aquela que estava já ali, aquela que era o meu objectivo e para a qual tanto trabalhei, procurei antes refugiu no meu Eu individual.

Não… não é este o meu caminho, não é este o meu desejo nem a minha vontade, respiro fundo, ou em frente, enfrento a barreira e sei que vou conseguir.

Já agora, onde e como o vou fazer, qual o espaço ideal, o lugar certo e adequado?

Parece que as duvidas não têm fim, surjam umas atrás das outras, tantas perguntas, tantas incertezas, tantas respostas.

Qual o melhor local? na praia? No campo? Num parque naturista?
E com quem? Em família? Com amigos? Numa actividade associativa? Indoor? Outdoor?

Com tantas perguntas, com tantas respostas, no meio de tantas possibilidades e incertezas, estamos perante a barreira que aparente ser a mais a mais complexa e a mais complicada.

Páro para respirar e afinal… o melhor local é único para cada um de nós, é o local, o tempo e as pessoas onde e com quem em me sinto mais confortável para com elas e com a sua ajuda e apoio, e no limite comigo mesmo, onde Eu escolho dar o passo, no momento em que Eu escolho dar o passo.

No meu momento, no meu tempo e no local por mim escolhido Eu ultrapasso a barreira de me socializar, Eu trono-me um Naturista na sua plenitude e apenas e tão só tenho de ser eu próprio, eu mesmo, assim tão simples e tão fácil.

Apenas tenho de respeitar o próximo, a filosofia naturista, ter os comportamentos adequados e socialmente aceites no meio Naturista.

Tudo se resume ao Eu estar confortável comigo mesmo, com os outros, agindo naturalmente até atingir o pleno, até me esquecer que estou nu, despido, sem roupas.

Naquele momento a minha “roupa” é o meu corpo, naquele momento não me sinto despido, nu, mas sim “vestido” com o meu Eu, com o meu Corpo, eu e todos os outros que me rodeiam vestimos o mesmo traje, a mesma moda e o mesmo estar.

Todos os presentes com a sua “roupa” única e só sua, mas todos em socialização ao natural, confortáveis consigo próprios, plenos com todos os que os rodeiam, saboreando os elementos da natureza e o interior de cada um de nós.

Chegado aqui estamos prontos, preparados para viver o naturismo em plenitude, o difícil agora passa a ser o não viver em naturismo, o usar roupa, etc.

Cheguei,
                Ultrapassei as barreiras,    
                                                     Vivo plenamente bem comigo mesmo.

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28/04/2012

Barreiras - 3: O Publico – Aceitação natural

O Publico – Aceitação natural

Agora que aceito o meu Eu e o meu Corpo, estou pronto para seguir novamente na caminhada, estou pronto para vivenciar a natureza de forma natural, estou pronto para que a natureza e eu sejamos um só.

Seja na praia ou no campo, no sentir a terra, a agua, no o ar e o fogo em simultâneo, sinto-me em casa, sinto-me em comunhão com a natureza , com o universo.

Passei de um Ser individual e individualista, para algo muito maior que faz parte de um todo, sinto-me pleno e um só com o universo.

Cada ponto do meu corpo está em comunhão com a natureza, cada espaço do meu Eu está em comunhão com o universo, com a plenitude.

Só quem se atreve a experimentar a vivenciar é que pode perceber esta sensação, esta forma de estar e de sentir.

Não se pode traduzir em palavras, estas nada significam, apenas com o sentir em pleno, com a vivência da experiencia, com a entrega à natureza podemos aspirar a este sentimento de plenitude.

Sentir uma experiencia única, indescritível, diferente para cada um de nós, valorizada de forma diferente e única, sentir algo que não se descreve, sente-se apenas, vive-se, não se conta, é nosso e só nosso.

Sente-se a plenitude do momento, naquele momento, naquele lugar, ali, onde estamos no espaço e no tempo, único e indivisível, magico, sublime.

E tu… Experimenta, atreve-te, vive, sente e embarca nesta viagem ao centro do Universo, ao centro de ti mesmo, ao todo, ao teu Eu, navega no oceano da plenitude partindo à descoberta de ti próprio e de tudo o que te rodeia, mas que está simultaneamente longe do teu olhar.

Estás nú, despido, perante ti próprio e perante o mundo, estás pleno, não importa o que vês ou o que mostras, apenas o que sentes.

Estás pronto para nova viagem, para nova barreira.


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27/04/2012

Barreiras - 2: O Corpo - Aceitação exterior

O Corpo - Aceitação exterior

À medida que nos descobrimos e aceitamos o nosso corpo surge como como uma extensão natural do nosso Ser.

O Corpo que nos acompanha desde o nascimento, evolui e transforma-se ao longo dos tempos mantendo-se inalterada a opressão sobre o mesmo ditada pela sociedade, pela religião, pela família, pelos média e pela moda.

A religião com o pecado, a sociedade com o decoro, a moda com as imagens perfeitas e irreais , o estado com normas, as leis e a formatação imposta pela via do ensino, constituem todas elas um conjunto alargado e elevado de barreiras à aceitação individual do Corpo.

Após a passagem da barreira do EU, através da aceitação do que somos e como o somos, ficamos prontos para esta etapa mais difícil, longa e dolorosa.

Até aqui fizemos um caminho interior, só nosso e ao qual apenas acederam os mais próximos ou mais íntimos. A partir daqui precisamos de espaço, inicialmente podemos faze-lo dentro da nossa privacidade, no nosso quarto, na nossa casa e em privado.

Partindo da aceitação do EU iniciamos o caminho em direcção à aceitação do Corpo ganhando determinação e força para superar esta barreira.

Se me aceito por dentro não faz sentido não me aceitar por fora.

O meu Corpo é o meu Corpo, é único e é só meu, é a “roupa”, o “fato”, o traje que a natureza me deu e que moldei ao longo da vida na minha caminhada, com a minha prática desportiva, com a minha alimentação e com o meu trabalho.

Independente do que fiz e como fiz, deu muito trabalho a esculpi-lo, é fruto do que sou, do que fui e do que serei, acumula a minha vida ao longo dela.

Cada cabelo branco ou desaparecido, cada cicatriz, cada ruga, cada prega, cada ponto do meu corpo tem uma história, uma vivência, tem o resultado da minha vida e do meu Ser.

Aceitar o meu Corpo é aceitar o meu Eu, o meu passado e o meu futuro, é aceitar a possibilidade de o manter, de nada fazer, mas também é aceitar a possibilidade de através da pratica desportiva, da alimentação, a da meditação, do exercício e porque não da ciência de o mudar, de o trabalhar, no entanto faça o que faça ou aceite o que fiz, é e será o meu Corpo.

Olhar e aceitar, ver ao espelho e reconhecer, respeitar, entender que parte de mim mesmo, que é único e só meu, é concluir a jornada e ficar pronto para o passo seguinte.

Nesse momento aceito-me plenamente e ultrapasso a barreira do meu Corpo, passo a ser um Ser de corpo e alma, único e indivisível.

Descubro o conforto de andar despido, descubro a minha liberdade individual no meu estado mais puro.

Eu sou Eu, o meu Corpo é o meu Corpo, somos um só, o que me fizerem desde que nasci, perdeu peso, perdeu importância, relativizou-se, não importa mais.

Chegado aqui estou pronto para o mundo, pronto para o próximo passo, pronto para ultrapassar uma nova barreira.


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25/04/2012

Barreiras - 1: O Eu – Aceitação interior


O Eu – Aceitação interior

Nascemos Naturistas vindos de um meio ambiente auto-suficiente, pleno e repleto de bem estar e conforto.

Não possuímos nada mas temos tudo o que precisamos.

Chegamos leves por dentro e por fora, sem tabus, sem preconceitos, plenos de aceitação corporal e sem roupas.

De imediato a sociedade, a família e o meio envolvente iniciam o nosso processo de transformação criando à nossa volta e dentro de nós barreiras atrás de barreiras, a moral, o social, o preconceito, a hipocrisia, a posse, etc.

Crescemos e vivemos a coleccionar roupa, tabus, barreiras familiares, sociais e profissionais.

Somos desde tenra idade e de forma continuada balizados, repreendidos e formatados através da família, da escola, da sociedade, do estado, dos média, etc.

Quando nascemos não escolhemos nenhuma destas entidades, viemos ao mundo no meio delas, fomos pela família nelas colocados e finalmente condicionados pelo nosso percurso anterior.

No entanto a partir de dado momento podemos escolher alternativas, novos caminhos e novos horizontes, sejam eles interiores ou exteriores.

A adesão interior ao Naturismo é um destes caminhos que podemos e devemos escolher, é um trabalho mais ou menos longo, diferente de pessoa para pessoa.

É uma caminhada a solo ou em grupo na qual aos poucos vamos tomando consciência do que somos, do que nos trouxe até este momento, de tudo o que incorporamos desde o nosso nascimento até ao presente.

O momento em si não escolhe idades ou lugares, acontece simplesmente, chega sem avisar e põe em causa muito do que nos incutiram ao longo da vida, questiona-nos, coloca-nos duvidas e abana o nosso EU.

Ao descobrimos um caminho e uma forma de estar na vida, mais leve, com menos obstáculos e que nos permite Ser e Estar mais perto de nós próprios e da própria natureza, conduzindo a um estado em que o passado e as condicionantes que nos impuseram perdem importância e relevo na nossa vida, tornando-nos mais vivos e mais despertos para o que nos rodeia, permitindo que possamos ver e apreciar a natureza, que a possamos sentir, que a possamos vivenciar e apreciar.

Chegados aqui acabamos de ultrapassar a 1ª barreira, passamos a aceitar o nosso Eu, o nosso interior adquire relevo, permitindo desta forma descobrir e realizar a existência de uma dimensão mais plena, ganhamos assim asas para novos voos permitindo a continuação da nossa caminhada em direcção às próximas barreiras.


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30/11/2011

Pergunta :Lei 53 / 2010


Publicamos de seguida e na integra a mais recente pergunta sobre a Lei do Naturismo (Lei 53 / 2010), efectuada pelo Partido "Os Verdes":

Ex. ma  Sr.ª Presidente da Assembleia da República No passado dia 14 de Outubro, dirigi uma pergunta à Secretaria de Estado da Administração
Local e Reforma Administrativa, relativamente à regulamentação da Lei do naturismo.
Na resposta, datada de 17 de Novembro, vem essa Secretaria de Estado, dizer que:

“Considerando a actual situação do País, em que é prioritária e urgente a criação e implementação de medidas de correcção e contenção do défice e da despesa pública, até ao momento não foram ainda desencadeadas diligências para a regulamentação do diploma em causa”.

Sem pretender formular qualquer juízo de valor sobre a importância que o Governo pretende atribuir ao Turismo Naturista, cuja procura continua a crescer de forma significativa, sobretudo na Europa, sempre se dirá que a regulamentação da Lei 53/2010, de 20 de Dezembro, poderia representar um contributo para ajudar a resolver o problema que o Governo evoca para justificar o facto de não ter desenvolvido qualquer diligência para a regulamentação da Lei.

Acresce ainda que não deixa de ser curioso que o Governo não regulamente a Lei por causa do défice. Afinal, quando falamos da criação de um modelo uniforme de sinalização de espaço de naturismo e quando falamos em ouvir os respectivos municípios e as associações representativas dos naturistas, estaremos a falar de milhões de euros?

Assim, solicito, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a S. Ex.ª A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que Secretaria de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa possa prestar o seguinte esclarecimento:

1 – Quantos euros estima o Governo necessários para a regulamentação da Lei 53/2010?

Palácio de São Bento,  terça-feira, 22 de Novembro de 2011
Deputado(a)s
JOSÉ LUÍS FERREIRA(PEV)
Deputado(a)s
HELOÍSA APOLÓNIA(PEV)
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Nos termos do Despacho nº 2/XII, de 1 de Julho de 2011, da Presidente da Assembleia da República, publicado no DAR, II S-E, nº 2, de 6 de Julho de 2011, a competência para dar seguimento aos requerimentos e perguntas dos Deputados, ao abrigo do artigo 4.º do RAR, está delegada nos Vice-Presidentes da
Assembleia da República.
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